Comissão da Câmara aprova Programa Mar Inclusivo para ampliar acessibilidade nas praias públicas do país

Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou substitutivo que cria diretrizes para acesso de pessoas com deficiência às praias públicas.

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, em 08/06/2026 – 15:31, o substitutivo da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) ao Projeto de Lei 1091/25, que cria o Programa Mar Inclusivo. O texto estabelece diretrizes nacionais para assegurar que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida tenham acesso adequado a praias públicas, incluindo infraestrutura, equipamentos adaptados e atividades de lazer.

Mudanças

O substitutivo apresentado por Talíria Petrone ajustou o texto original do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) para respeitar a autonomia das prefeituras. Conforme a relatora, as exigências previstas inicialmente — como cadeiras anfíbias, esteiras, sinalização sonora e a contratação de profissionais de saúde — foram transformadas em diretrizes gerais que os municípios poderão regulamentar conforme suas necessidades geográficas e disponibilidade financeira.

Segundo a relatora, “Enquanto muitas localidades contam com praias plenamente integradas ao espaço urbano, com movimentadas avenidas à beira-mar, outras oferecem praias acessíveis por meio de trilhas, afastadas de quaisquer facilidades”.

Inclusão

A relatora afirmou ainda que a proposta visa democratizar o uso dos espaços públicos. “Sendo as praias um dos espaços mais democráticos e de fruição gratuita de lazer, garantir o acesso a elas é uma questão de justiça social e inclusão plena”, disse Talíria Petrone.

O texto aprovado altera a Lei de Acessibilidade para incluir as praias no rol de espaços públicos que devem ser planejados e urbanizados de forma acessível. Entre as determinações previstas estão a obrigatoriedade de banheiros adaptados nas áreas abrangidas pelo programa.

Próximos passos

Com caráter conclusivo, o projeto seguirá para análise nas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara, pelo Senado e sancionado pela Presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

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Publicado em: 08/06/2026 às 14:31
Categoria(s): Política Nacional