sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Política

Como evitar acidentes durante atividades em rios e praias em Parintins

Veja como evitar acidentes durante atividades em rios e praias em Parintins, com orientações sobre banho seguro, embarcações, crianças, consumo de álcool, mudanças no tempo e atendimento em casos de emergência.

Quem participa de atividades em rios e praias de Parintins precisa adotar cuidados antes, durante e depois do banho. A prevenção é especialmente importante em áreas de água doce, onde a profundidade pode mudar de forma repentina, há correntezas, obstáculos submersos, barrancos, pedras, galhos e trechos sem supervisão de guarda-vidas.

Para evitar acidentes em rios e praias, a principal recomendação é escolher locais conhecidos e sinalizados, respeitar as orientações de segurança, manter crianças sob supervisão constante e não entrar na água após o consumo de bebidas alcoólicas. Em passeios de barco, canoa ou outra embarcação, o uso do colete salva-vidas adequado ao peso e ao tamanho de cada pessoa também é indispensável.

O afogamento pode ocorrer de forma rápida e silenciosa. Por isso, não se deve esperar que a vítima consiga gritar ou pedir ajuda. A prevenção e a resposta imediata são fundamentais para reduzir o risco de morte e de sequelas. (bvsms.saude.gov.br)

Escolha um local seguro para o banho

Antes de entrar na água, observe as condições do local. Dê preferência a áreas autorizadas, sinalizadas e, quando houver, próximas a postos de guarda-vidas ou equipes de atendimento. Pergunte a moradores, responsáveis pelo espaço ou profissionais que conheçam o trecho sobre a profundidade, a força da correnteza, a existência de buracos e os pontos mais seguros para banho.

Evite áreas isoladas, trechos próximos a portos, embarcações, estruturas flutuantes, pedras, barrancos, pontes e locais com vegetação submersa. A água turva também exige cuidado, porque dificulta a identificação de obstáculos e impede que o banhista avalie a profundidade.

Não ultrapasse placas, cordas, boias de isolamento ou qualquer sinalização de perigo. A aparência tranquila da água não significa que o local seja seguro. Em rios, podem existir correntes sob a superfície e mudanças repentinas no nível da água.

Não entre em áreas com correnteza

Rios com correnteza, redemoinhos ou movimentação irregular da água não são apropriados para banho ou natação. A força da água pode superar a capacidade de pessoas que sabem nadar e dificultar o retorno à margem.

Também não é seguro tentar atravessar o rio a nado. Mesmo que o trecho pareça curto, a correnteza pode arrastar a pessoa, provocar cansaço e levá-la para áreas profundas ou com obstáculos. Em caso de deslocamento involuntário, a orientação geral é não nadar diretamente contra a correnteza. Tente manter a calma, flutuar e sinalizar por ajuda. (defesacivil.pr.gov.br)

Em rios e lagos, a profundidade pode aumentar repentinamente. Por esse motivo, mesmo quem permanece próximo da margem deve evitar avançar para áreas desconhecidas e não deve confiar apenas na própria habilidade de natação.

Mantenha crianças sempre sob supervisão

Crianças não devem permanecer sozinhas perto da água, mesmo quando sabem nadar ou usam algum equipamento de flutuação. A supervisão precisa ser contínua, próxima e feita por um adulto capaz de agir imediatamente. Não é suficiente acompanhar a criança de longe, enquanto se usa o celular, conversa ou realiza outra atividade.

Em grupos de familiares e amigos, defina previamente quem será o responsável por observar as crianças. A responsabilidade não deve ficar indefinida nem ser presumida como tarefa de outra pessoa.

Ensine as crianças a não correr em áreas molhadas, não empurrar colegas, não brincar de “caldo”, não saltar de barrancos e não entrar na água sem autorização. Em passeios de barco, mantenha o colete salva-vidas vestido e ajustado durante todo o percurso, inclusive quando a embarcação estiver parada.

Use colete salva-vidas em embarcações

Em barcos, lanchas, canoas motorizadas, motos aquáticas e outras embarcações, o colete salva-vidas deve estar disponível e ser usado corretamente. O equipamento precisa ter tamanho adequado ao peso da pessoa, estar em boas condições e ser de modelo homologado pela autoridade competente.

O colete deve ficar ajustado ao corpo, com os fechos presos e as tiras reguladas. Usar o equipamento solto, aberto ou inadequado reduz sua eficiência em uma queda na água. A Marinha orienta que coletes e boias salva-vidas permaneçam em local de fácil acesso para utilização em emergências. (gov.br)

Antes de sair, verifique se a embarcação está em condições de navegação, se há coletes para todos os passageiros e se a lotação não foi ultrapassada. Evite permanecer em partes externas ou instáveis da embarcação e não faça movimentos bruscos. O condutor deve evitar velocidade excessiva, áreas de banho e aproximação de pessoas que estejam na água.

Evite álcool antes e durante o banho

O consumo de bebidas alcoólicas compromete a atenção, a avaliação de riscos, o equilíbrio e a capacidade de reação. Também pode levar à superestimação da própria habilidade de nadar e favorecer decisões perigosas, como entrar em áreas profundas, mergulhar de locais elevados ou tentar atravessar o rio.

Por isso, não entre na água nem conduza embarcações após beber. A recomendação vale mesmo quando a pessoa acredita estar em condições de participar da atividade. Medicamentos que provocam sonolência ou alteração dos reflexos também exigem cautela.

Não mergulhe em locais desconhecidos

Saltos e mergulhos de cabeça devem ser evitados em rios, praias e balneários cuja profundidade e composição do fundo não sejam conhecidas. A água pode esconder pedras, troncos, estacas, bancos de areia, objetos metálicos e outros obstáculos.

Um impacto contra o fundo ou contra um objeto submerso pode causar ferimentos graves, traumatismo e perda de movimentos. Mesmo em pontos utilizados anteriormente, as condições podem mudar com a chuva, a cheia, a vazante ou o deslocamento de sedimentos.

Também não incentive brincadeiras que envolvam empurrões, prender a respiração, submergir outra pessoa ou disputar quem permanece mais tempo embaixo da água. Essas práticas podem causar pânico, desorientação e afogamento.

Observe o tempo e as condições do rio

Ao perceber chuva forte, raios, ventos intensos ou mudança brusca no nível da água, saia imediatamente do rio ou da praia e procure abrigo seguro. Em rios, uma chuva que ocorre distante do ponto de lazer pode provocar aumento repentino do volume e da velocidade da água, fenômeno conhecido como cabeça-d’água.

Não permaneça em praias fluviais, margens ou ilhas durante tempestades. Afaste-se de árvores isoladas, estruturas metálicas, postes, mastros e objetos que possam atrair descargas elétricas. O passeio deve ser interrompido antes que a chuva alcance o local de banho.

Também é importante informar a alguém de confiança o destino, o horário previsto de retorno e o número de pessoas que participarão do passeio. Em áreas com sinal de telefonia limitado, leve meios de comunicação e combine previamente como pedir ajuda.

Cuidados com o sol, alimentos e equipamentos

A exposição prolongada ao sol pode causar desidratação, mal-estar e perda de atenção. Faça pausas, beba água e utilize proteção adequada, como chapéu, roupas leves e protetor solar. Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde podem precisar de atenção adicional.

Evite entrar na água imediatamente após refeições muito pesadas ou quando estiver passando mal. Não use boias infláveis, câmaras de ar ou objetos improvisados como substitutos do colete salva-vidas em embarcações. Esses itens podem esvaziar, virar ou se afastar da pessoa.

Antes de entrar na água, confira se cordas, boias, pranchas e demais equipamentos estão íntegros. Não utilize materiais danificados. Mantenha facas, anzóis, combustíveis, objetos cortantes e outros itens perigosos guardados e fora do alcance de crianças.

O que fazer ao perceber um afogamento

A primeira medida é pedir ajuda e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Informe o local com a maior precisão possível, incluindo praia, margem, comunidade, ponto de referência, acesso disponível e quantidade de vítimas.

Quem não tem treinamento para salvamento aquático não deve entrar na água. A tentativa de resgate pode fazer com que a pessoa que ajuda também seja arrastada. Sempre que possível, lance à vítima um objeto que flutue, como uma boia apropriada, uma garrafa plástica vazia bem fechada, uma corda ou um galho resistente, sem se aproximar demais da margem instável.

Se a pessoa estiver consciente, oriente-a a manter a calma, tentar flutuar e segurar o objeto oferecido. Não tente puxá-la pelo braço se isso exigir que você entre na água ou fique em posição de risco. (portais.santoandre.sp.gov.br)

Cuidados depois que a vítima sai da água

Depois do resgate, mantenha a vítima em local seguro e observe se ela respira e responde aos chamados. Acione o serviço de emergência mesmo que a pessoa pareça ter se recuperado, pois complicações respiratórias podem surgir após um episódio de afogamento.

Não ofereça alimentos, bebidas ou medicamentos. Não tente “retirar água” pressionando a barriga ou colocando a vítima de cabeça para baixo. Siga as orientações do atendente do 193 e da equipe de saúde. Se a pessoa não respirar normalmente, somente realize manobras de reanimação se tiver treinamento ou receber instruções do serviço de emergência.

O atendimento deve ser rápido, mas sem colocar outras pessoas em risco. A prioridade é garantir a segurança de quem presta ajuda, acionar profissionais capacitados e manter a vítima acompanhada até a chegada do socorro.

Checklist antes de sair para o rio ou a praia

  • Escolha um local conhecido, sinalizado e apropriado para banho.
  • Verifique a previsão do tempo e interrompa a atividade diante de chuva forte ou raios.
  • Não entre na água após consumir álcool ou usar substâncias que alterem os reflexos.
  • Mantenha crianças sob supervisão próxima e permanente.
  • Não nade sozinho nem se afaste da margem.
  • Não entre em correntezas, redemoinhos ou áreas interditadas.
  • Não mergulhe de cabeça em locais sem profundidade conhecida.
  • Use colete salva-vidas homologado e ajustado em embarcações.
  • Confira se há comunicação disponível e saiba informar o ponto de acesso ao local.
  • Em emergência, ligue para o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Com planejamento e atenção aos sinais de risco, moradores e visitantes podem aproveitar rios e praias de Parintins com mais segurança. A regra principal é simples: não subestime a força da água, não confie apenas na capacidade de nadar e interrompa a atividade sempre que as condições deixarem de ser seguras.

As orientações de prevenção são compatíveis com recomendações do Ministério da Saúde, da Marinha do Brasil e de corpos de bombeiros para reduzir afogamentos e acidentes em ambientes aquáticos. Veja as orientações do Ministério da Saúde e consulte também as recomendações oficiais de segurança da navegação antes de realizar passeios em embarcações. (gov.br)