A Câmara dos Deputados eleita em 2022 terá 109 mulheres entre as 513 cadeiras da Casa. O resultado representa a entrada de 19 deputadas a mais em relação à composição anterior e um crescimento de 21,1% da bancada feminina.
Com a nova configuração, as mulheres passarão a ocupar 21,2% dos mandatos da Câmara. Na legislatura anterior, eram 90 deputadas, o equivalente a 17,5% das cadeiras. Apesar do aumento, os homens continuarão sendo maioria entre os parlamentares eleitos.
Avanço de 19 cadeiras
A diferença entre as duas composições está no número absoluto de mandatos conquistados por mulheres. A bancada feminina passou de 90 para 109 deputadas, uma variação de 19 cadeiras.
O crescimento de 21,1% considera a comparação entre o grupo eleito anteriormente e o resultado das urnas de 2022. Em termos proporcionais, a participação feminina subiu 3,7 pontos percentuais, de 17,5% para 21,2% do total da Câmara.
O cálculo considera as 513 cadeiras que compõem a Casa. Com 109 mulheres eleitas, restam 404 mandatos ocupados por homens na próxima legislatura. A diferença entre as duas bancadas, portanto, será de 295 cadeiras.
Participação ainda abaixo de um quarto da Casa
A nova composição coloca a representação feminina acima de um quinto das cadeiras da Câmara, mas ainda abaixo de um quarto do total. Na prática, pouco mais de duas em cada dez vagas serão ocupadas por mulheres.
A proporção também significa que cerca de quatro em cada cinco cadeiras continuarão nas mãos de homens. A presença feminina cresce em relação à legislatura anterior, mas a composição geral da Casa ainda será majoritariamente masculina.
O resultado altera a distribuição de gênero entre os deputados eleitos sem mudar a predominância masculina no plenário. A bancada feminina terá mais espaço numérico, enquanto a bancada masculina continuará reunindo a maior parte dos parlamentares.
O que mudou entre as legislaturas
A comparação com a composição anterior mostra dois movimentos simultâneos. O primeiro é a expansão do número de deputadas, que atingirá o maior patamar indicado pelo resultado da eleição de 2022. O segundo é a permanência de uma diferença expressiva entre homens e mulheres no conjunto dos mandatos.
Antes da eleição, 90 das 513 cadeiras eram ocupadas por mulheres. Depois da votação, esse número subiu para 109. O aumento não corresponde à criação de novas vagas: decorre da substituição de parte dos eleitos da legislatura anterior por um número maior de mulheres na nova composição.
Em termos percentuais, a mudança é visível. A bancada feminina representava 17,5% da Câmara e passará a corresponder a 21,2%. A variação de 3,7 pontos percentuais reflete a incorporação das 19 novas cadeiras femininas.
Maior número de deputadas eleitas
O número de 109 mulheres eleitas em 2022 é o maior já registrado para a Câmara dos Deputados. A marca supera a bancada de 90 deputadas que compunha a Casa antes do pleito.
O dado se refere às mulheres eleitas para a próxima legislatura e permite medir a mudança na composição da Câmara a partir do resultado das urnas. Não se trata de uma alteração no total de cadeiras, que permanece em 513, mas da distribuição dos mandatos entre homens e mulheres.
Esse recorte ajuda a separar o avanço numérico da representação feminina da proporção geral da Casa. Embora 19 mulheres a mais tenham conquistado mandatos, o conjunto de deputadas ainda ficará distante da metade das cadeiras e também não alcançará 25% do total.
Como os números foram calculados
A participação feminina na nova Câmara é obtida pela divisão das 109 cadeiras ocupadas por mulheres pelo total de 513 vagas. O resultado corresponde a aproximadamente 21,2% da composição.
Na legislatura anterior, a mesma conta considerava 90 deputadas em 513 cadeiras, proporção de 17,5%. A diferença entre os dois percentuais é de 3,7 pontos percentuais.
Já o crescimento de 21,1% da bancada é calculado sobre o número anterior de deputadas. O acréscimo de 19 cadeiras representa pouco mais de um quinto da bancada feminina que existia antes da eleição.
As três referências — 109 deputadas, 21,2% das cadeiras e crescimento de 21,1% — descrevem aspectos diferentes do mesmo resultado. O primeiro número mostra o tamanho absoluto da bancada; o segundo indica seu peso na Câmara; e o terceiro mede a variação em relação à composição anterior.
Maioria masculina permanece
Mesmo com a expansão da bancada feminina, os homens continuarão a ocupar 404 das 513 cadeiras. Eles representarão 78,8% dos mandatos da Casa na próxima legislatura.
A distância entre as bancadas, que era maior antes da eleição, será reduzida para 295 cadeiras. A mudança, portanto, diminui a diferença entre homens e mulheres, mas não elimina a assimetria na composição da Câmara.
O resultado pode ser resumido pela relação entre as duas bancadas: para cada mulher eleita, haverá uma quantidade maior de homens entre os deputados. A presença feminina avançará, mas permanecerá minoritária no conjunto dos mandatos.
Resultado concentra duas tendências
Os dados da eleição de 2022 combinam uma expansão da representação feminina com a continuidade da maioria masculina. A primeira tendência aparece no salto de 90 para 109 deputadas. A segunda está expressa nas 404 cadeiras que permanecerão ocupadas por homens.
A nova composição também desloca a participação feminina para um patamar superior a 20% da Câmara. Ainda assim, a bancada não chega a um quarto das vagas, o que mantém as mulheres abaixo de uma parcela significativa da representação total da Casa.
O retrato final será, portanto, diferente do anterior, mas não oposto. A Câmara terá mais deputadas e uma participação feminina proporcionalmente maior, enquanto os homens seguirão controlando a maioria dos mandatos.
Uma Câmara com maior presença feminina
Com 109 deputadas eleitas, a próxima legislatura receberá a maior bancada feminina registrada na Câmara dos Deputados. O número acrescenta 19 mulheres à composição anterior e eleva a participação feminina de 17,5% para 21,2%.
O resultado das urnas reduz a distância entre os gêneros na composição da Casa e estabelece um novo patamar para a representação feminina. A alteração, no entanto, ocorre dentro de uma Câmara que continuará formada majoritariamente por homens: serão 404 deputados contra 109 deputadas.








